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Hoje vou relatar uma história, que foi publicada no dia 20 num dos blogs mais influentes dos Estados Unidos, o Freelances Switch.
Esta história foi relatada por Cara Williams, uma Australiana que trabalha como freelancer na área do Webdesign.
Para ler o artigo original, clique aqui.

Conforme publicado pela colega Cara, a situação passou-se do seguinte modo:

Cara Williams é uma webdesigner Australiana, que trabalha na Australia. Certo dia recebeu uma proposta de um cliente de Nova Iorque, que queria um determinado trabalho.
Uma vez que a distância entre os dois país é muito grande, Cara decidiu por optar pelo Paypal como método de pagamento preferido.
Cara pensava que estava protegida pelo Paypal, e uma vez que as transacções são bastante rápidas e eficientes, não viu qualquer problema em optar por este método de pagamento.

À medida que o projecto de Cara ia avançando, o seu cliente ia adoptando uma atitude mista, de arrogância com perfeita ignorância, tendo inclusive pedido Cara em casamento pelo menos umas 4 ou 5 vezes durante o processo. Lunático? Talvez.

Uma vez que Cara Williams estava a fazer trabalho e queria ser recompensada monetariamente por ele, resolveu continuar e não abdicar desse privilégio.
Numa fase terminal do seu projecto, o cliente resolve copiar uma parte de um website concorrente, pedindo a Cara que colocasse aquilo no seu website.
Logicamente, Cara pediu conteudo não protegido por copyright, ao que o seu cliente não reagiu de forma simpática. Insultou Cara e disse-lhe inclusivé que não seria certamente a única webdesigner no mundo.
Estando o serviço terminado, Cara Williams recebeu o valor contratado, e embora tenha feito alguns trabalhos adicionais e algumas horas extra, resolveu ficar por ali e não interagir muito mais com o seu cliente.
Trabalho feito, trabalho pago, pensava ela. Abdicou dessa forma do cliente, e desejou-lhe a melhor sorte com o projecto.

Seis semanas depois

Cerca de 6 semanas mais tarde, o seu cliente voltaria a contactá-la, exigindo os seus ficheiros em forma Vectorial, para que os pudesse imprimir e utilizar livremente.
Cara Williams responderia-lhe que não tinha esses ficheiros, uma vez que o trabalho contrato era exclusivamente para incorporar na página e como tal, não haviam sido criados ficheiros vectoriais com o proposto de impressão.

O seu cliente contactou então o Paypal e a sua instituição de Crédito, alegando que tinha pago por um serviço que não tinha sido prestado, e o Paypal iniciou dessa forma o reverso do pagamento, sem ter contactado Cara Williams ou explicado a situação. Conforme explica Cara, o Paypal retirou de imediato os fundos da sua conta, deixando-a num valor negativo. Ao que parece, este é um processo regular da empresa.

PayPal Policy

Em contacto com o Paypal, Cara Williams ficou a saber que uma vez que não detem um código de envio ou uma prova de que vende produtos, não está protegida pela  Seller Protection Policy do Paypal. No entanto e uma vez que Cara Williams estava a prestar um serviço e a enviar um produto electrónico, o Paypal confirmou que a poderia ajudar na activação do processo de inversão da situação.

Esta teoria não viria a passar disso mesmo. Uma farsa.
Cara Williams enviou para o Paypal todas as provas dos pagamentos e dos trabalhos efectuados, bem como emails e screenshots para que fosse feita a análise pormenorizada da situação. Mais tarde seria contactada pelo Paypal com a seguinte resposta:

“Os nossos especialistas dedicados obtiveram informações de ambas as partes, examinaram o caso, trabalharam com ambas as partes para resolver o caso de forma justa e eficiente, e chegaram a uma conclusão. Este serviço é oferecido livre de cobrança.”

Cara Williams não obteve nenhuma resposta da intituição de crédito, nem mesmo do Paypal. Caso arquivado e não havia nada que pudesse fazer relativamente a ele.
Cara confirmou ainda que o cliente havia publicado o website.

Obviamente Cara e provavelmente todos nós não sabiamos que havia a possibilidade de acontecer uma situação deste tipo com o Paypal.
Pensou Cara Williams que estaria protegida pelo Paypal contra eventuais processos fraudulentos, mas na verdade não estava.
Neste momento Cara terá contactado o Conselho de Copyright Australiano como forma de obter alguma ajuda e conselhos.

Esta situação espelha a fragilidade que existe para os Freelancers que aceitam pagamentos via Paypal.
Esta história será provavelmente uma das muitas que já existem na internet e como tal, é bom frizar e dar a conhecer a outra realidade.
Se trabalha com o Paypal tenha cuidado. Leia as regras da empresa e informe-se junto da empresa antes de aceitar pagamentos dos seus clientes.

No próximo post vou dar a conhecer algumas alternativas viáveis ao Paypal, para que possa mudar se assim achar conveniente.

Até Já.


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  • 9 Comentários até ao momento..
    Ana Onofre | March 3rd, 2008
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    Obrigado pelo alerta!
    É que de facto a internet agiliza muito os processos e é muito prático, mas também tem fragilidades e perigos, e é bom ter exemplos deste género para sermos cautelosos e não nos deixarmos “cegar” com a facilidade dos procedimentos no mundo virtual!

    Sérgio Alex | March 3rd, 2008
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    Olá

    Gostei deste post e já aprendi algo que não sabia. Eu também recebo alguns pagamentos por PayPal, mas felizmente nunca tive problemas como os descritos no texto.

    Este tipo de posts são úteis para alertar quem trabalha como freelancer na internet, sobretudo para quem está a começar a trabalhar com novos clientes, e em trabalhos que envolvem quantias maiores de dinheiro.

    Continuem com estes posts interessantes e com o bom trabalho no blog.

    Estevão Pape | March 3rd, 2008
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    Muito obrigado por este e outros posts. Revelam que estão a par do mundo da web e que sabem do assunto. Tenho aprendido bastante com este site! Mais uma vez obrigado.

    Estevão

    FxDi@mOnD | March 3rd, 2008
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    Obrigado Ana pelo comentário. De facto a facilidade com que efectuam pagamentos, se envia dinheiro, se recebe dinheiro é hoje em dia um processo extremamente rápido. Há que ter no entanto alguma prudência relativamente aos métodos que usamos e acima de tudo às leis que nos protegem ou não.

    FxDi@mOnD | March 3rd, 2008
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    Olá Sérgio Alex. Obrigado pelo comentário.

    É necessária alguma prudência. Leia atentamente os termos e condições do Paypal e contacte-os se necessário para clarificar algumas dúvidas que tenha.
    É sempre importante evitar situações como esta.

    Até Já.

    FxDi@mOnD | March 3rd, 2008
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    Olá Estevão. Obrigado pelas suas palavras.

    Qualquer dúvida que tenha, por favor não hesite em contactar.
    Pode sempre continuar a expressar-se através de comentários também. Nós agradecemos =)

    Até Já.

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    [...] in: Gerais (No Ratings Yet)  Loading …  Imprima este Post Falámos hoje no perigo do Paypal para os Freelancers e como tal, parece inteligente falar das alternativas que existem a este conhecido método de [...]

    Archietj | March 25th, 2008
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    thats for sure, dude

    [...] problema frequente a Freelancers que fazem uso do Paypal, e que eu expliquei neste artigo, é o facto de o sistema permitir reclamações a quem faz pagamentos com cartões de crédito. [...]

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